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Construção civil: como o mercado está se comportando no segundo ano de pandemia

9 abril, 2021
Gabi Nucci

Apesar da chegada da vacina e de todos os esforços realizados para conter o avanço da Covid-19, a Pandemia ainda parece estar longe de chegar a um fim definitivo. A segunda onda da doença chegou trazendo números de mortos e de infectados muito maiores do que na primeira fase que ocorreu ao longo de 2020. Em meio a esse cenário ainda incerto, o mercado da construção civil tem conseguido se manter ativo e gerando milhares de empregos, mesmo com todas as dificuldades enfrentadas por todos os setores da economia brasileira. Embora seja difícil fazer projeções concretas nesse momento de instabilidade, é possível traçar um panorama sobre a realidade atual da construção civil e as expectativas para um futuro próximo. Ficou interessado em saber mais sobre o assunto? Então não deixe de ler esse texto até o final!

Uma breve retrospectiva

Antes de analisarmos o momento presente e as projeções para o futuro, é importante olhar um pouco para trás e relembrar o passado recente. A chegada da Pandemia de Covid-19 ao Brasil em meados de março de 2020 impactou diretamente todos os setores da economia, e a construção civil não ficou de fora dessa realidade. O medo de uma doença até então desconhecida, as incertezas em relação aos empregos das famílias e as medidas de isolamento social adotadas na maior parte das cidades brasileiras fizeram com que muitas pessoas deixassem de lado o desejo de investir em imóveis ou de ter sua casa própria. A queda das vendas foi tão intensa que, de acordo com dados do presidente da Comissão da Indústria Imobiliária (CII), da CEBIC e economista chefe do Secovi-SP, Celso Petrucci, em abril de 2020, na cidade de São Paulo as vendas foram de apenas 35% do que era esperado.

Aos poucos, conforme a situação foi se tornando mais estável e as inseguranças diminuíram, o setor imobiliário já começou a apresentar sinais de recuperação, tanto que em julho foi vendido 85% do que era previsto e em julho as vendas superaram em 20% as previsões. Alguns dos fatores que podem justificar essa rápida retomada são a baixa taxa de juro, que facilita os financiamentos, além do fato de a própria Pandemia ter obrigado as pessoas a passarem mais tempo em casa e com isso o desejo de morar em um imóvel melhor e mais confortável fez com que muitas famílias decidissem trocar de casa.

O cenário atual

Quando nós começamos a acreditar que o pior já havia passado e a chegada da vacina trouxe novas esperanças de que finalmente a Pandemia ficaria para trás, eis que somos surpreendidos com a segunda onda da doença que chegou com uma força muito maior do que a primeira, deixando hospitais superlotados e filas de espera por leitos de UTI. Apesar dessa triste realidade, o setor da construção civil tem conseguido se manter ativo adotando diversas medidas de prevenção nos canteiros de obras. Se antes os trabalhadores podiam se aglomerar durante as refeiçoes ou nas pausas para descanso, hoje existem escalas montadas para reduzir o número de profissionais em um mesmo ambiente e assim evitar a disseminação do vírus. Além disso, o uso de máscaras e a higienização frequente das mãos passaram a fazer parte da rotina nos canteiros de obras.

Com a implementação dessas novas medidas, foi possível manter a maior parte das atividades do setor, que segue em ritmo forte. Vale destacar que cada região do país hoje enfrenta uma realidade diferente, tanto em termos de controle da pandemia quanto de atividade econômica, por isso não é possível afirmar que o cenário esteja homogêneo em todo o Brasil.

 O que esperar do futuro?

Apesar de todos os desafios trazidos pela Pandemia, as projeções para o futuro da construção civil seguem otimistas. O país ainda possui um déficit habitacional que gira em torno de 7 a 8 milhões de unidades, o que faz com que a demanda por imóveis continue sendo alta nos próximos anos. Além disso, a taxa de juro continua baixa, apesar da correção sofrida recentemente, o que favorece o investimento em imóveis, principalmente para o consumidor de médio padrão. A expectativa é de que essa taxa continue mais baixa do que no passado recente, fazendo com que o Brasil acompanhe a tendência global de juros mais baixos.

Não podemos nos esquecer ainda de que a Pandemia trouxe diversas mudanças nos hábitos e preferências dos brasileiros, o que acaba se refletindo também no setor da construção civil. Muitas pessoas sentiram a necessidade de investir em imóveis maiores e mais confortáveis para diminuir a sensação de enclausuramento provocada pela quarentena. A adoção do home office em muitas empresas e a expansão do ensino a distância (EAD) também trouxeram novas necessidades de espaço e de organização nos imóveis brasileiros, o que levou muitas pessoas a buscarem por reformas. Essas movimentações levam a crer que mesmo com todas as dificuldades criadas pela pandemia, o setor da construção civil tende a se manter em crescimento e com boas oportunidades de negócio para os próximos anos.

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